“Governo está com caixa cheio e a sociedade com geladeira vazia”, diz pré-candidato Raimundo Colombo

Ex-governador é um dos nomes apontados pelo partido como possível postulante ao comando do Estado novamente nas eleições de 2022

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Ex-governador Raimundo Colombo é um dos nomes do PSD apontados como pré-candidatos (Foto: Reprodução, YouTube)

O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) criticou a gestão de Carlos Moisés (sem partido) por não reduzir impostos estaduais na atual crise econômica, em especial em itens como gasolina e energia elétrica, que vêm sofrendo sucessivos aumentos em todo o país e prejudicando o orçamento das famílias.

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Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao governo de SC a um ano da disputa

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A afirmação foi dada nesta terça-feira (26) em entrevista ao Diário Catarinense e à CBN Diário. Ele foi ouvido na rodada de entrevistas dos veículos da NSC com pré-candidatos ao governo de SC nas eleições de 2022.

– O governo vai arrecadar R$ 1 bilhão a mais que o ano passado em gasolina, 600 milhões em energia. O resultado é o seguinte: o governo está com caixa cheio e sociedade, com a geladeira vazia – afirmou.

Colombo foi prefeito de Lages, deputado, senador e governador por dois mandatos, de 2011 a 2018. Concorreu novamente a uma vaga no Senado em 2018, mas ficou em quarto lugar. Disputa a indicação de candidato ao governo no PSD com o prefeito de Chapecó João Rodrigues e o ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes. Ele foi entrevistado pelos apresentadores Mário Motta e Eveline Pôncio e pela coordenadora de produção digital da NSC, Raquel Vieira.

Assista à entrevista

CBN Diário · Entrevista Raimundo Colombo 26 10 21 NM

Candidatura em 2022

O ex-governador comentou a disputa interna no PSD pela vaga de candidato a governador em 2022. Admitiu conversas mais próximas com o DEM, do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, e diálogo também com PP e Podemos, mas disse que o cenário ainda está aberto.

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– Não há um candidato hoje, não tratamos dessa questão. Da minha parte, (a intenção) é me colocar à disposição, para um debate interno, transmitir minha experiência. Se for minha missão, tudo bem, se tiver alguém mais qualificado ou preparado, ou no momento certo, também não há nenhum obstáculo – afirmou.

“Governo é fraco”

O governador foi mais enfático quando avaliou o governo de Carlos Moisés. Disse que a gestão “não é sensível aos sinais da sociedade” e criticou o fato de o governo não reduzir impostos estaduais sobre itens como gasolina e energia elétrica, que vêm sofrendo constantes aumentos e dificultando os orçamentos das famílias. Citou exemplos de desonerações que fez na sua gestão diante de dificuldades de setores como o têxtil.

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– O que faz um governador? Se ele não consegue enxergar a perda de poder aquisitivo, a dificuldade das pessoas, se não consegue agir em favor disso, aí realmente o governo é ruim, é fraco – apontou.

Derrota para a “Onda Bolsonaro”

Colombo disse que na visão dele “ainda não está claro para onde o eleitor vai”. Admitiu um desejo ainda de mudança, mas disse que a população “não vai embarcar de novo em uma aventura”.

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Ações como governador

Colombo recorreu às ações que fez como governador para fortalecer sua imagem como possibilidade em 2022. Listou ações como o programa Juro Zero, redução de ICMS e investimentos na segurança pública e na Defesa Civil.

Secretarias regionais

Questionado sobre as secretarias regionais, modificadas no seu governo e extintas no atual, disse que “diminuiu alguma coisa, mas é muita fantasia” porque o Estado ainda tem assessores e coordenadores atuando nas regiões. Defendeu a descentralização do governo para resolver problemas das regiões.

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– O isolamento é fatal para o governo, não pode ocorrer. Compromete capacidade de êxito de governo. Não acho que devam ser criadas secretarias, mas tem que ter uma interação mais forte – sustentou.

Crítica a reeleições

Adotou discurso semelhante ao do colega de partido Napoleão Bernardes (PSD), que prometeu não disputar a reeleição caso concorra e vença a disputa ao Estado em 2022. Disse que isso pode ajudar um futuro governo.

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Dinheiro estadual para BR-470

Defendeu a iniciativa de direcionar recursos estaduais para obras federais, como a BR-470, medida feita pelo governador Moisés. No entanto, criticou o fato de o governo não ter vinculado a ação a uma contrapartida do governo federal.

– Na BR-470, o erro foi não fazer a troca. Não faz sentido pegar o dinheiro de SC, que já é prejudicada na devolução federal, e dar para o governo federal. A gente não dá, a gente troca. Ou troca pela dívida, ou manda dinheiro para a saúde – avaliou.

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Nem Lula, nem Bolsonaro

Sobre a questão federal, disse que não votará no PT e defendeu a construção de uma terceira via, que pode ser representada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que se filiou ao DEM.

– Não gosto de radicalismo excessivo. A gente fica jogando energia em coisas que não são essenciais para o povo e a crise vai aumentando – criticou.

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A série de entrevistas

As entrevistas com pré-candidatos a governador de Santa Catarina ocorrem nas próximas duas semanas, sempre às 10h, com transmissão da CBN Diário e dos canais digitais da rádio, do DC e do NSC Total. Oficialmente, a definição dos candidatos só ocorre nas convenções partidárias, três meses antes da eleição. No entanto, a série de entrevistas busca permitir que o eleitores comecem a se preparar para a escolha e a se conscientizar sobre a importância do voto.

Outros nomes apontados como pré-candidatos ao governo de SC em 2022 também já foram entrevistados, como Antídio Lunelli (MDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Gean Loureiro (DEM), João Rodrigues (PSD), Fabrício Oliveira (Podemos) e Napoleão Bernardes (PSD).

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A NSC também promove uma rodada de entrevistas com pré-candidatos à presidência da República em 2022. Já foram ouvidos nomes como Lula (PT), João Doria e Eduardo Leite (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM).

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