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Carolina Bahia

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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Bolsonaro e o poder das palavras

Por Carolina Bahia

17/11/2018 - 04h00

As declarações polêmicas de Jair Bolsonaro ajudaram a construir a candidatura que foi abraçada por mais de 55 milhões de brasileiros. Passada a eleição, o presidente eleito tem de lembrar que, agora, ele está bem longe daquela figura que passou 28 anos no Congresso falando o que lhe vinha à cabeça, sem maiores consequências.Como futuro presidente da República, Bolsonaro se envolveu em uma série de controvérsias nos últimos dias. No caso do Mais Médicos, o seu posicionamento contrário aos cubanos no programa já era conhecido. Mas uma coisa é fazer um discurso ideológico, que agrada ao seu público, outra é conduzir o assunto como líder da nação. Antes de provocar a reação do governo cubano e a saída quase imediata de 8 mil profissionais do Brasil, Bolsonaro deveria ter em mãos um plano claro para ocupar os postos que ficarão vagos, boa parte em comunidades pobres. Se tem, esse plano não apareceu. Embora ainda não tenha assumido o Palácio do Planalto, o rompimento com o regime castrista é consequência de seus atos.O mesmo vale para o caso do Ministério do Trabalho. Cercado por jornalistas, Bolsonaro afirmou, em uma frase solta, que iria extinguir a estrutura, que existe há quase 90 anos, incorporando-a a outra pasta. Pressionado, na última semana, ressaltou que a área seguirá com status de ministério. Outra polêmica, que ainda gera incertezas na economia, é a insistência na discussão sobre a embaixada do Brasil em Israel. Sem medir as consequências, o presidente eleito teima em falar sobre a possível transferência da estrutura de Tel Aviv para Jerusalém, entrando num debate desnecessário. O caso já provocou ruídos a ponto do governo do Egito cancelar compromissos oficiais de uma comitiva brasileira, que seria liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, ao país africano. Vale lembrar que os islâmicos estão entre os principais consumidores de proteína animal produzida aqui.Bolsonaro não é mais um entre 513 deputados. Agora, toda declaração provoca uma reação. E o presidente estará sempre na linha de frente de qualquer consequência que atinja o Brasil.    Blindados É inédito o esquema de segurança montado na área do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) sede da transição, em Brasília. Equipes da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança e da Polícia Militar praticamente cercam o prédio.     Em casa O ministro da Segurança, Raul Jungmann, colocou uma sala à disposição do futuro ministro Sergio Moro. A estrutura fica na sede do Ministério da Justiça, onde o ex-juiz irá despachar a partir de janeiro. Moro vai acumular as atribuições que hoje estão divididas em duas pastas.    Venezuelanos Santa Catarina receberá mais venezuelanos na próxima semana em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB) que pousarão na capital. A primeira, na terça-feira, com 40 imigrantes que serão levados para Palhoça. O segundo, na quarta, com 24 pessoas - seis delas também irão para Palhoça e outras 18 para Goioerê, no Paraná.     Casamento O ministro extraordinário Onyx Lorenzoni irá se casar na quinta-feira (22) no Clube do Congresso, em Brasília.  O relacionamento é discreto e Onyx não costuma postar fotos com a noiva Denise nas redes sociais. A exceção é um vídeo no Twitter após a vitória de Jair Bolsonaro. O presidente eleito deve ir à cerimônia.    Leia também: Desembargador impede tentativa de barrar casamento LGBT: "bizarro"

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Fim do programa Mais Médicos traz um problema urgente para o governo

Por Carolina Bahia

16/11/2018 - 04h00

Muito além da discussão ideológica, a saída de mais de 8 mil cubanos do programa Mais Médicos traz um problema urgente e de difícil solução, tanto para o atual governo como para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, cujas ideias batem de frente com o governo cubano. Ninguém tem dúvida de que seria melhor ter brasileiros atendendo nas unidades de saúde básica, e os nascidos aqui têm prioridade de contratação. O fato é que os estrangeiros foram chamados justamente porque o governo federal e as prefeituras tinham imensa dificuldade para achar interessados em atender em locais de difícil acesso, no vasto interior do Brasil. Hoje, quase metade das vagas do Mais Médicos é ocupada por cubanos. Como deixar desassistidas milhares de pessoas pobres, da noite para o dia, caso Cuba exija o retorno imediato? Ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde, João Gabbardo alerta que a demora na contratação dos substitutos será muito prejudicial à atenção básica à saúde. À coluna, o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Jonas Donizette, alertou que é preciso cautela para que “mudanças abruptas não sejam suportadas justamente pela população mais carente e mais dependente das ações estatais”.   Pé quente Em sua primeira viagem a Brasília como governador eleito, Carlos Moisés da Silva teve a oportunidade de entregar documentos com informações sobre Santa Catarina, inclusive com dados sobre possibilidade de negócios internacionais, para os embaixadores da Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Angola e Togo. A deputada federal mais votada do país, Joice Hassellman (PSL-SP), participou do jantar e ao cumprimentar o governador brincou que era pé quente: – Todos os candidatos que eu apoiei se elegeram. Joice gravou vídeos em apoio a Moisés e fez campanha em suas redes sociais.   Padrinhos Quem tem padrinho não morre pagão. Ex-ministros do governo Temer já estão com cargos de secretários de Estado garantidos para 2019. O Distrito Federal terá Sarney Filho no Meio Ambiente e Gustavo Rocha na Justiça. Já o futuro governo Doria conta com três ex-ministros: Gilberto Kassab na Casa Civil, Sérgio Sá Leitão na Cultura e Rossieli Soares na Educação.   Leia também: Sem médicos cubanos, Santa Catarina perde 250 profissionais em 140 cidades  

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Guedes força privatizações  

Por Carolina Bahia

15/11/2018 - 04h00

Apesar do clima protocolar, a primeira reunião do presidente eleito Jair Bolsonaro e do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, com os governadores, deixou recados para os Estados. Com carta branca, Guedes fez questão de dizer a eles que a União estará disposta a rever o pacto federativo, a ajudar, mas que os Estados precisam fazer o ajuste fiscal, com um programa claro de privatizações. Isso significa que ele quer as famosas contrapartidas. Ou seja, não tem almoço grátis. E, neste caso, o ministro tem razão. Nos últimos anos, os Estados abusaram no inchaço da máquina e não adotaram medidas para controlar gastos. Tanto que 14 Estados ultrapassaram em 2017 o limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal de 60% da receita corrente líquida em gastos com pessoal, entre eles Santa Catarina – que comprometeu 60,57%. Questionado sobre a proposta de privatizações e se alguma companhia poderia ser vendida em Santa Catarina, o governador eleito Carlos Moisés Silva declarou que neste momento o grupo de transição de governo está analisando a situação das estatais catarinenses, antes de tomar alguma decisão.     Menos médicos O fim da presença dos cubanos no programa Mais Médicos no governo de Bolsonaro não surpreende, mas é um problemão que o novo ministro da Saúde terá de resolver. Prefeitos que contam com esses profissionais nas regiões mais distante em breve estarão fazendo fila em Brasília, exigindo uma solução.   Líder O partido Novo bateu o martelo sobre quem será o líder do partido na Câmara. O escolhido é o deputado Marcel Van Hatten (RS), que chega ao Congresso com a sétima maior votação da Câmara, com 349.855 votos. Entre as prioridades da bancada, está a votação da reforma da Previdência e o fim do fundo partidário.     Frase 100% só confio no meu pai e na minha mãe – Jair Bolsonaro, presidente eleito ao responder a pergunta se confia totalmente no futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, acusado de envolvimento em Caixa 2.   Leia também: Santa Catarina continua com a menor taxa de desemprego do país

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Futuro ministro das Relações Exteriores já afirmou que PT "odeia o ser humano"

Por Carolina Bahia

14/11/2018 - 19h20

O futuro ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo, possui um blog chamado "Metapolítica 17: contra o globalismo". Na descrição da página, Araújo afirma que quer ajudar o Brasil e o mundo a se libertarem da ideologia globalista: — Globalismo é a globalização econômica que passou a ser pilotada pelo marxismo cultural.Essencialmente é um sistema anti-humano e anti-cristão.No blog, há textos contra o Partido dos Trabalhadores e ele afirma que a legenda "odeia o ser humano":— O PT (que aqui significa não apenas “Partido dos Trabalhadores”, mas também Projeto Totalitário ou Programa da Tirania) não pode deixar o ser humano a si mesmo.  Ernesto Araújo é diplomata de carreira e está há 29 anos no Ministério das Relações Exteriores. Leia também:Quem já está confirmado para o governo Jair Bolsonaro (PSL)

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Bolsonaro cai na real 

Por Carolina Bahia

14/11/2018 - 04h00

Quando desembarca em Brasília, o presidente eleito Jair Bolsonaro cai na real e adapta o discurso à necessidade de construir pontes e não de implodi-las. Foi isso que ele fez quando disse que não pretende acabar com o Ministério do Trabalho, mas agregá-lo a outra pasta. Esse é o resultado de pressões e críticas, inclusive de aliados, depois da notícia de que a pasta poderia ser simplesmente extinta. O presidente não precisa comprar essa briga, mas precisa cumprir a promessa de enxugar.   - Será ministério disso, disso, daquilo e do Trabalho. Não vai perder o status - disse o presidente eleito.  Na semana passada, ele já havia declarado que o Trabalho seria agregado a outra pasta. Agora, no entanto, fez questão de esclarecer que não está menosprezando qualquer setor. Na prática, fica visível que o deputado se elegeu sem um desenho claro e a equipe está formatando tudo agora, enquanto recebe dados e números da administração. Por isso existem recuos, como o caso do Ministério do Meio Ambiente - que continuará a existir.    Revisão da reforma  Ex-ministro do Trabalho, o deputado Ronaldo Nogueira (PTB) apresentará quatro projetos para tentar alterar a reforma trabalhista, negociada por ele mesmo quando estava à frente da pasta. À coluna, afirmou que pretende aprimorar pontos que não saíram satisfatórios na lei, como a regulamentação da contribuição assistencial para assegurar recursos aos sindicatos. Nogueira pretende apresentar as propostas na próxima semana. Desgastado, ele não conseguiu se reeleger.   De volta ao passado Em conversa com a coluna, Nogueira reconheceu que o PTB nacional errou ao não entregar os cargos do governo logo que apareceu a primeira denúncia contra o presidente Michel Temer. O deputado, agora, considera que a legenda poderia ter conquistado melhor resultado nas urnas se tivesse votado a favor de investigar Temer.  Relações Internacionais   O governador eleito Carlos Moisés da Silva participa de um jantar hoje com embaixadores da Alemanha, Argentina, China, Espanha, Estados Unidos e Itália, em Brasília. O encontro faz parte da estratégia de fortalecer o comércio internacional de Santa Catarina.  A recepção ocorre na residência do diplomata Rubem Coan Fabro Amara e da articuladora internacional Andresa Coan Fabro Amara - que é catarinense. Ainda em Brasília, Moisés da Silva participará de reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro e os demais governadores eleitos.     Frase Ele [Temer] sabe, é uma pessoa responsável, não precisa de apelo. Ele sabe o que tem que fazer. Se vai fazer, compete a ele. – Jair Bolsonaro, presidente eleito ao comentar o reajuste do Judiciário que está nas mãos do presidente Michel Temer.    Leia também: Novo grupo de venezuelanos chega à Santa Catarina

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Só Bolsonaro desarma a pauta-bomba

Por Carolina Bahia

13/11/2018 - 04h00

Somente Jair Bolsonaro tem condições de desarmar a pauta-bomba que ganha força no Congresso. Depois do reajuste dos ministros do STF e dos incentivos à indústria automobilística, uma cesta de bondades está pronta para ser aprovada. Com o poder do resultado das urnas e a habilidade já comprovada nas redes sociais, o presidente eleito deveria mobilizar os parlamentares atuais para que respeitem a necessidade do esforço fiscal, deixando o caminho preparado para o novo Congresso. Essa deveria ser a principal bandeira do governo. Bolsonaro voltou às redes sociais, com um vídeo sobre vários assuntos, mas perdeu a chance de falar sobre o que interessa. Bater no que ele chama de viés ideológico nas escolas e criticar o Enem pode alimentar o bate-boca entre esquerda e direita, mas só faz espuma. O futuro presidente deve canalizar essa força para a vida real. E a realidade exige negociação com o Congresso, controle de gastos e um direcionamento claro da questão fiscal, desde agora. Reataram Desafetos desde os tempos da votação fracassada do projeto das 10 medidas contra a corrupção, os deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS)deixaram as mágoas de lado. O presidente da Câmara e o futuro ministro da Casa Civil se encontraram para conversar sobre a pauta deste ano. Onyx voltou a falar que a reforma da Previdência deve mesmo ficar para o ano que vem.   Sintonia  O nome de Joaquim Levy para o BNDES reforça o compromisso do governo Bolsonaro com o ajuste fiscal. Levy ficou menos de um ano à frente do Ministério da Fazenda no governo Dilma porque sofreu boicote do próprio PT. Chamado de “Mãos de Tesoura”, defendia cortes radicais de gastos e até a volta da CPMF para financiar a Previdência. Levy e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, estão em total sintonia.  Padrinhos A Frente Parlamentar da Saúde defende o nome de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) para assumir a pasta da saúde. O deputado preside a Frente Parlamentar da Medicina, é ortopedista pediátrico e tem MBA em gestão e saúde. O nome está em análise pelo presidente eleito e não há definição. Se for escolhido, será o terceiro ministro do DEM na equipe de Bolsonaro.   Leia também: Os vitoriosos da eleição da Mesa Diretora da Câmara da Capital A eleição que não terminou

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Os erros e acertos de Jair Bolsonaro  

Por Carolina Bahia

10/11/2018 - 05h00

Na primeira semana de transição, o presidente eleito Jair Bolsonaro acertou em cheio nas indicações para ministérios, mas ainda está devendo as linhas gerais de um plano de governo, em especial quanto a questões estratégicas, como os próximos passos da reforma da Previdência. Houve um Bolsonaro mais ponderado em Brasília e o outro do antigo discurso no vídeo das redes sociais. Qual está valendo?   Ele fez questão de negar o apoio a pontos da reforma da Previdência encaminhada por Michel Temer. O tipo de confusão que seria evitada se o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, esclarecesse que tipo de projeto pretende enviar ao Congresso.Talvez porque o próprio presidente ainda não tenha batido o martelo sobre isso. Depois de quase uma semana em Brasília, falando pouco e parecendo cuidadoso com as palavras, ele optou por fazer uma transmissão nas redes sociais retomando bandeiras clássicas.Reclamou das multas para o agronegócio, criticou ONGs, bateu na condução do Ministério da Educação e falou da ideologia de gênero - como se fosse o principal problema nas nossas escolas – e homenageou Enéas Carneiro ao defender que as reservas de nióbio devem ser prioridade no comércio exterior. Ao mesmo tempo, mandou dois recados. Ele voltou a dizer que no Brasil sobram direitos trabalhistas e falta emprego. E foi direto na jugular do até então aliado, o presidente da União Democrática Ruralista, Nabhan Garcia, que ficou magoado por não ter sido escolhido para comandar a Secretaria da Agricultura:  — Se o critério fosse tempo ao meu lado, escolhia a minha mãe. Lá vem Tereza  Futura ministra da Agricultura, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) chega com força e está empenhada na escolha do colega que assumirá o ministério do Meio Ambiente. Em sintonia com integrantes da bancada ruralista, como o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS), ela telefonou para nomes da confiança do setor, mas com credibilidade junto ao mercado internacional.   DisputaDeputados eleitos pelo PSL foram para as redes sociais pedir que Bolsonaro reveja a indicação da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para a Agricultura. Cogitam até instalar outdoors criticando a parlamentar. O grupo serve de porta voz do presidente da União Democrática Ruralista, Nabhan Garcia, que chegou a ser cotado para a vaga, mas ficou de fora na última hora.  Na miraEm apenas dois dias, a Lava-Jato prendeu 14 políticos entre deputados estaduais, federais que acabaram de ser eleitos, secretários e até um vice-governador. Entre os presos está Neri Geller - eleito deputado federal pelo PP de Mato Grosso. Geller foi ministro da Agricultura do governo Dilma. As operações investigam esquemas de corrupção no ministério da Agricultura, para favorecer a JBS, e o pagamento de mensalinho para deputados estaduais do Rio de Janeiro.   FraseNão são as Forças Armadas que estão enviando policiais para apreender material nas universidades. Não é das Forças Armadas que estão partindo ameaças à democracia. É de setores do Judiciário, principalmente do primeiro grau. - Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa. Leia também:Com dinheiro público, congresso discute hormonização para transexuais na UFSC

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Ministra é solução para Bolsonaro

Por Carolina Bahia

08/11/2018 - 03h00

A confirmação do nome da deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura é uma solução para pelo menos três problemas do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ao aceitar a indicação da bancada ruralista, ele acalma os ânimos do Congresso e fortalece os laços com os parlamentares do setor, que integram um dos grupos mais importantes da Câmara. Além disso, acaba com uma guerra pela pasta, que alimentou um mal-estar entre o presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Nabhan Garcia, e o ministro extraordinário, Onyx Lorenzoni. E para completar assegura a presença de uma mulher na equipe de Bolsonaro que, durante a campanha, precisou responder várias vezes sobre declarações polêmicas a respeito da igualdade salarial entre homens e mulheres. Deputada do MS será ministra da Agricultura no governo Bolsonaro Tereza não é uma grife do agronegócio, mas entende do setor - é uma grande produtora de soja em Mato Grosso do Sul - e tem o plenário na palma da mão. Ela trocou o PSB pelo DEM e começou o primeiro turno das eleições apoiando a candidatura do tucano Geraldo Alckmin (PSDB). Senado aprova reajuste de 16,38% a ministros do STF Diante da pressão da bancada, perto da eleição, ela levou a Bolsonaro um documento de apoio da Frente Parlamentar da Agricultura e mergulhou na campanha do capitão no segundo turno. Com essa nomeação, o presidente eleito reforça a mudança de lógica da negociação com o Congresso, não mais valorizando líderes de partidos, mas a força das bancadas temáticas.    Orçamento O Fórum Parlamentar Catarinense definiu 15 emendas para o Orçamento de 2019. Quatro emendas impositivas, que tem execução obrigatória, foram destinadas para a área da saúde no valor de R$ 147 milhões, para a troca de veículos escolares num total de R$ 19 milhões e outros R$ 3 milhões para a segurança pública. As outras emendas foram destinadas para obras em rodovias e no aeroporto de Navegantes e para a expansão da educação profissional, tecnológica e superior.   Trabalho O Sine catarinense deve receber nos próximos dias R$ 2,9 milhões para serviços como a emissão de carteira de trabalho. A garantia foi dada pelo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, ao governador Eduardo Pinho Moreira, durante reunião, ontem, em Brasília. Foi assinado ainda um um convênio para montar um espaço físico com computadores para cursos online da Escola do Trabalhador. Não há data prevista para a inauguração.     Pesca de Arrasto O secretário Nacional da Pesca, Dayvson Franklin de Souza, garantiu que nenhum fiscal dos órgãos federais irá multar os pescadores que continuarem com a pesca de arrasto na Costa gaúcha. Desde o fim de outubro, está em vigor uma lei aprovada pela Assembleia do Rio Grande do Sul, que aumenta a área de proibição para a pesca de arrasto. No entanto, Dayvson afirma que para o governo federal vale a legislação federal, inclusive, ressaltou que as permissões para a pesca foram dadas pela Secretaria Nacional. Ele alertou também que se o governo gaúcho quiser multar esses pescadores poderá ter que enfrentar uma série de ações na Justiça.

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Bolsonaro e a nova farda 

Por Carolina Bahia

07/11/2018 - 05h00

O primeiro dia do presidente eleito Jair Bolsonaro em Brasília, depois das eleições, foi de muita bajulação por parte dos antigos colegas de plenário, selfies, segurança reforçada, mas ainda poucas definições sobre as principais diretrizes do futuro governo. Isso, certamente, começará a tomar forma com o início dos trabalhos dos técnicos e futuros ministros envolvidos na transição. Bolsonaro, no entanto, ainda não se livrou da roupa de candidato.

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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