Metade dos candidatos a prefeito de Blumenau ignora a prevenção de desastres

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Deslizamento de terra no bairro Velha Central, em novembro de 2008 (Foto: Artur Moser, BD, 25/11/2008)

Seis dos 12 candidatos a prefeito de Blumenau nas Eleições 2020 deixaram de fora dos planos de governo ações de prevenção a desastres. Entre os que apresentaram propostas para a área, predominam discursos vagos, que dificultam o monitoramento por parte do cidadão.

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Tudo isso em uma cidade conhecida pela convivência acidentada com o clima. Raros são os governos municipais que passaram os quatro anos sem precisar lidar com enchentes ou enxurradas.

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Geórgia Faust (PSOL), Ivan Naatz (PL), João Paulo Kleinübing (DEM), Mário Kato (PCdoB), Odair Tramontin (Novo) e Wanderlei Laureth (Avante) não citam o assunto nas propostas entregues à Justiça Eleitoral.

Ana Paula Lima (PT) fala em ampliar o número de estações do Ceops e aperfeiçoar a emissão de alertas antecipados. Sobre áreas de risco, promete evitar o crescimento delas e “viabilizar soluções”, sem detalhar quais seriam. 

Débora Arenhart (Cidadania) diz que pretende “identificar” áreas de risco e problemas pluviais, mas o município já dispõe de um mapeamento há anos. A candidata promete ajudar a cobrar a execução de um projeto estadual de prevenção a desastres.

João Natel (PDT) não reservou um capítulo específico para a Defesa Civil, mas propôs que o município custeie as estações de monitoramento do Ceops. Também prevê a criação de parques lineares em ribeirões, sem indicar quais, e que imóveis públicos sejam considerados para receber novas moradias à população vulnerável.

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Mário Hildebrandt (Podemos) dedicou o maior espaço à Defesa Civil no plano de governo. No documento, promete um sistema de monitoramento dos ribeirões para prevenir enxurradas e a integração regional dos sistemas de alerta e mapeamento. A proposta inclui ações específicas para drenagem, incluindo a criação de uma taxa. No mais, fala em continuar obras em áreas suscetíveis a deslizamentos, sem citar quais.

Ricardo Alba (PSL) cita a criação de um programa para desocupar áreas de risco, mas não informa quais ações tomaria neste sentido. Ele promete melhorar a meteorologia e a comunicação de alertas, também sem fornecer objetivos concretos cujo cumprimento possa ser monitorado durante o eventual governo.

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Jairo Santos (PRTB) propõe mapear áreas de risco (que já estão mapeadas) e aperfeiçoar a emissão de alertas. Também projeta maior fiscalização nos loteamentos irregulares, sem indicar soluções concretas para o problema da habitação. O texto fala em “construir meios de prevenção de cheias”. A imaginação do eleitor decide quais seriam.

Sônia Bridi

Como disse a jornalista Sônia Bridi, na live promovida pelo Santa na semana passada, é mais barato para a sociedade investir em moradias seguras do que reagir a tragédias. Um único evento drástico, como os deslizamentos de terra de 1990, no Garcia, ou os de 2008, em todo o Vale do Itajaí, põem a perder anos de investimentos em emprego, saúde, educação, mobilidade e segurança.

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